14/08/2022

Antes de respondermos à pergunta &ldquocomo saber se meu filho tem imunidade baixa&rdquo, é importante que você entenda como funciona o sistema imune de uma criança.

Primeiro, você deve saber que seu filho, assim como toda criança, tem um sistema imunológico imaturo e, por isso, mais suscetível à infecções. Isso acontece principalmente até os 2 anos de idade ¹.

A imunidade da criança começa a se formar ainda na gestação, quando a mãe transfere anticorpos para o bebê. Porém, esses anticorpos maternos permanecem apenas até cerca de um ano de idade 1 e 2.

Depois que o neném nasce, a amamentação vai ser fundamental para auxiliar a desenvolver sua imunidade. Isso porque o leite materno é capaz de fornecer ao bebê milhões de glóbulos brancos, principal célula de defesa do nosso corpo, além de muitos outros nutrientes importantes 1 e 2.

Entre nove meses a um ano de vida, quando o bebê perde os anticorpos transferidos pela mãe, ele começa a ficar doente e, a partir do contato com esses agentes infecciosos, começa a criar sua própria &ldquomemória imunológica'', que vai ajudá-lo a enfrentar futuras reinfecções ².

Outro fator que desempenha importante papel na construção da imunidade de seu filho são as vacinas, que vão contribuir ainda mais para a produção de anticorpos contra diversos agentes infecciosos ao longo da infância e da vida 1 e 2.

Como saber se meu filho tem imunidade baixa?

Como mostramos no tópico anterior, pelo fato da criança ter um sistema imune ainda em formação, ela tende a ser mais suscetível a infecções.

De acordo com informações da Sociedade de Pediatria de São Paulo, as infecções respiratórias causadas por vírus são responsáveis pela maioria das doenças em crianças, chegando a ocorrer de 6 a 8 vezes por ano nos menores de 5 anos ².

Essas infecções causadas por vírus, geralmente passam sozinhas, dependendo apenas de como o corpo reage, ou seja, da resposta imunológica de cada pessoa ².

Mas na criança, quanto mais nova ela for e quanto mais ela for exposta a diferentes vírus, mais difícil será melhorar da infecção e maior será a chance de se infectar por outro vírus. Por isso que nos pequenos as infecções acabam sendo mais decorrentes, acontecendo, muitas vezes, uma após a outra ².

Alguns fatores podem contribuir para que essas &ldquoviroses&rdquo sejam ainda mais frequentes ²:

  • nascimentos prematuros, pois a criança recebe anticorpos maternos por menos tempo, o que prejudica sua imunidade
  • falta de aleitamento materno, já que, como dissemos, a amamentação fornece anticorpos importantes para a imunidade do bebê
  • exposição maior aos vírus, em ambientes onde circulam outras crianças e adultos infectados. Isso se dá principalmente nas creches, que geralmente recebem crianças bem pequenas e com desmame precoce.

Como explicamos, essas infecções tendem a ir embora sozinhas. Algumas medidas simples, como alimentação saudável e ficar longe de ambientes onde haja exposição excessiva, no momento da doença, contribuem para essa melhora ².

Porém, essas viroses podem se complicar devido a infecções bacterianas secundárias, que surgem devido à imunidade da criança estar fragilizada por conta do vírus. Portanto, você deve se preocupar quando seu filho tiver ²:

  • comprometimento do estado geral, com sintomas como prostração e perda do apetite
  • febre persistente a mais de 3 dias
  • falta de ar, cansaço e respirar com dificuldade mais do que 50 vezes em um minuto.

 

Quando me preocupar com a imunidade do meu filho?

Você ainda pode estar se perguntando &ldquook, mas como saber se meu filho tem imunidade baixa?&rdquo, ou melhor, mais baixa do que é normal para uma criança, correto?

Se essas infecções se repetem com muita frequência, principalmente dando lugar a outras doenças oportunistas bacterianas, a criança precisa constantemente de antibióticos e demora muito a se recuperar, uma imunodeficiência primária pode estar por trás desses episódios ³.

As imunodeficiências primárias englobam cerca de 300 doenças de origem genética, que afetam os glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo ³.

Esse tipo de condição causa infecções de repetição, que mais frequentemente são respiratórias, mas também podem acometer garganta, ouvidos, causar diarreias crônicas na criança, entre outras manifestações clínicas ³.

Em um documento disponibilizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, o órgão alerta para os 10 sinais da imunodeficiência primária na criança 4:

  1. Duas ou mais Pneumonias no último ano
  2. Quatro ou mais novas Otites no último ano
  3. Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses
  4. Abcessos de repetição ou ectima
  5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)
  6. Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica / giardíase
  7. Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune
  8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria
  9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência
  10. História familiar de imunodeficiência.

Qual médico procurar se meu filho tiver imunidade baixa?

Se ainda não conseguimos responder à sua pergunta sobre como saber se seu filho tem imunidade baixa, talvez você esteja na dúvida sobre o que fazer se acredita que sim, não é mesmo?

Em primeiro lugar, independente de qualquer sinal de problemas com as defesas da criança, é preciso destacar que o acompanhamento com o pediatra é essencial.

O médico do seu filho, por conhecer todo seu histórico de saúde, vai poder reconhecer mais facilmente algum sintoma incomum, que o leve a desconfiar de possíveis alterações em sua imunidade.

Se for o caso, ele pode encaminhá-lo a um especialista da área, um imunologista, médico capacitado para diagnóstico e tratamento das imunodeficiências primárias 5.

Base da imunidade infantil: aleitamento materno, VACINA e dieta nutritiva

A manutenção da imunidade infantil depende principalmente de dois fatores essenciais, sobre os quais já falamos anteriormente: a vacinação e o aleitamento materno 6.

De acordo com informações da SBP, em sua campanha &ldquoInformar, amamentar e imunizar&rdquo, o aleitamento materno protege a criança contra diversas doenças infecciosas e alérgicas.

Além disso, pesquisas apontam que crianças amamentadas respondem mais rapidamente às vacinas, que são fundamentais para ajudar o organismo da criança a criar anticorpos específicos contra determinadas enfermidades 6.

Por isso, para ajudar a imunidade de seu filho, amamente-o e não esqueça das vacinas!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida, e de forma complementar até os dois anos 7.

Complementando essa amamentação, a partir dos seis meses de idade, tem início a introdução alimentar na criança, que deve oferecer os nutrientes necessários para seu bom desenvolvimento 7.

Uma alimentação balanceada em proteínas, gordura e carboidratos e rica em vitaminas e minerais é essencial para o crescimento e desenvolvimento cognitivo adequado da criança, além de também auxiliar na formação da resistência a doenças 7.

Essas vitaminas e minerais, na maioria das vezes, podem ter suas necessidades supridas naturalmente, através da alimentação.

Em outros casos, o uso de suplementos pode ser indicado. Como acontece com a vitamina D, que tem a suplementação recomendada pela SBP, para bebês até os 2 anos de idade, como forma de prevenção do raquitismo 8.

Mas sempre converse com o pediatra do seu filho antes de iniciar qualquer suplementação, ok?

Além disso, também é importante optar por suplementos bem avaliados e marcas responsáveis. Addera, por exemplo, vitamina D mais recomendada pelos médicos no país9, tem Addera + Imunidade em seu portfólio, um complexo vitamínico com vitaminas D, A , C, B6 e B12, metilfolato, ferro e zinco para auxiliar o funcionamento do sistema imune.

 

Referências bibliográficas: