27/04/2022

Será que vitamina D é bom para gripe? A resposta é sim e não. &ldquoMas, como assim?&rdquo É o que você deve estar se perguntando nesse momento.

A vitamina D é importante para sua imunidade, porque ela é imunomoduladora, ou seja, ela auxilia sua resposta imunológica ¹.

Porém, essa ação em seu sistema imune é a longo prazo, você deve sempre manter níveis adequados de vitamina D no organismo para que ela auxilie sua imunidade nos momentos de desafio, como é o caso da gripe.

Portanto, não vai adiantar nada você tomar vitamina D apenas quando já estiver gripado, pois isso não vai ter efeito para curar sua gripe.

Como a vitamina D auxilia a imunidade?

Agora você já sabe que vitamina D pode ajudar na imunidade e que seus benefícios se dão a longo prazo, então vamos entender de que forma isso funciona?

Como já dissemos no início deste artigo, esse nutriente ajuda a regular as respostas imunológicas do organismo, podendo desempenhar papel tanto na imunidade inata quanto na adaptativa ¹. Mas como seria isso?

O efeito geral da vitamina D na imunidade inata é estimulante. Estudos indicam que ela pode auxiliar na proliferação de suas células de defesa, principalmente dos monócitos e macrófagos ¹.

Além disso, é importante para a ocorrência da a fagocitose (processo em que agentes agressores são englobados e destruídos por nossas células de defesa), assim como a produção de substâncias antimicrobianas importantes, podendo ajudar na eliminação de bactérias, vírus e fungos invasores ¹.

Na imunidade adaptativa, a vitamina D pode agir principalmente nas células T e DC. Mas aqui, ao contrário, ela vai ter mais um papel inibidor do que estimulante ¹.

Isso porque a vitamina D pode ajudar a controlar a liberação de substâncias inflamatórias, evitando inflamação exagerada, e também controlar a produção de anticorpos contra si mesmo (autoanticorpos) ¹.

Como obter vitamina D?

Depois de saber que a vitamina D pode ajudar na gripe e de que maneira ela pode auxiliar sua imunidade a enfrentar esse vírus, você deve estar curioso sobre como obter esse nutriente tão importante, correto?

Vamos entender primeiro qual é a ingestão diária recomendada (IDR) para manutenção desse nutriente no organismo.

A dose diária para manutenção de vitamina D, recomendada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), varia, dependendo da idade e das condições de saúde de cada pessoa ², como pode ser observado na tabela abaixo:

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Entre crianças e adultos saudáveis, a ingestão diária varia entre 400 e 600 U.I. Já para idosos com mais de 70 anos, a dose recomendada passa a ser de 800 U.I.

Em populações com risco de deficiência de vitamina D, a IDR pode chegar a 2000 U.I. Entre essas pessoas estão:

  • Idosos com histórico de fraturas
  • Gestantes
  • Obesos
  • Pessoas com pele escura
  • Pacientes com doença renal crônica
  • Pacientes com síndromes de má-absorção (fibrose cística, doença inflamatória intestinal, doença de Crohn)
  • Pacientes com raquitismo/osteomalácia, osteoporose e hiperparatiroidismo secundário.

Se você desconfia não estar suprindo as necessidades diárias recomendadas, é fundamental procurar um profissional de saúde para entender como estão seus níveis de vitamina D.

Assim, ele pode orientá-lo sobre mudanças no estilo de vida ou até mesmo de suplementação, se necessário, e das doses recomendadas para o seu caso em particular.

Isso porque, a falta de vitamina D pode impactar sistemas importantes do corpo humano, como o musculoesquelético ¹ e o imune.

Exposição solar: principal fonte de vitamina D

Ok, agora que já conhecemos a ingestão diária recomendada, vamos começar a entender, de fato, como obter vitamina D.

A primeira e principal fonte desse nutriente é o sol ². A vitamina D é considerada um pré-hormônio e pode ser produzida pelo corpo através da ação dos raios UVB solares na pele.

Essa síntese acontece por meio de um precursor cutâneo conhecido como 7-DESIDROCOLESTEROL 2.

Os raios ultravioletas convertem esse precursor em pré-vitamina D3 e depois em colecalciferol, forma ainda não ativa da vitamina D.

Para ser ativada e usada pelo organismo, a vitamina D proveniente da exposição solar ainda passa por um processo conhecido como hidroxilação (introdução de um grupo hidroxila (-OH) em um composto orgânico), primeiro no fígado e depois nos rins ².

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Processo de ativação da vitamina D / Fonte: Recomendações da SBEM para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D

Em países com boa exposição solar, 90% a 95% da vitamina D pode ser obtida através da radiação solar 3.

A recomendação é expor-se ao sol de 10 a 15 minutos, todos os dias, com braços e pernas descobertos 4.

Contudo, os raios UVB (que atuam na síntese de vitamina D), estão presentes principalmente no sol entre 10h e 16h, o mais relacionado a câncer de pele e envelhecimento precoce 5.

Por isso, o ideal é proteger partes mais sensíveis como o rosto e não exagerar na exposição 4.

Fontes alimentares de vitamina D

Uma outra maneira de obter vitamina D é através da alimentação. Porém, fontes alimentares podem suprir apenas em torno de 20% das necessidades do organismo 3.

Apesar de estar presente em alimentos como alguns peixes gordurosos, segundo a SBEM, não é possível obter as doses diárias necessárias de vitamina D apenas pela alimentação 4.

Veja a tabela com a quantidade de vitamina D por porção presente em cada alimento:

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Fonte: Adaptado de Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

 

Suplementação de vitamina D

Talvez você esteja pensando: &ldquose vitamina D pode ajudar na imunidade, então vou tomar um suplemento para melhorar, quando eu estiver gripado&rdquo. Porém, como já explicamos, não é bem assim que funciona.

Como dissemos, os efeitos da vitamina D em seu sistema imune são a longo prazo, então você deve sempre prezar por manter níveis adequados desse nutriente para que ele possa auxiliar sua imunidade.

Além disso, a SBEM indica a suplementação apenas para indivíduos com risco de deficiência de vitamina D ², sobre os quais já falamos anteriormente.

Mas, no geral, o uso de suplementos é realizado quando não é possível suprir as necessidades diárias através do sol e dos alimentos.

O que é comum acontecer, já que o estilo de vida atual não favorece a exposição solar adequada para a produção de vitamina D, com a maioria das atividades sendo realizadas em ambientes fechados.

Além disso, fatores como o uso de protetor solar (necessário para evitar lesões pelo sol) e condições climáticas e ambientais, influenciam a &ldquoqualidade&rdquo dos raios UVB responsáveis pela síntese de vitamina D 3.

Somado a isso, como vimos, as fontes alimentares de vitamina D são escassas 4, o que torna ainda mais difícil suprir as necessidades diárias desse importante nutriente.

Níveis baixos de vitamina D é um problema altamente prevalente no mundo, podendo acometer mais de 90% dos indivíduos em certas populações ².

Por tudo isso, o uso de suplementos alimentares tem se mostrado uma alternativa segura para obtermos a vitamina D que nosso corpo precisa.

Porém, reforçamos que é fundamental consultar um profissional de saúde para orientar a suplementação.

Addera, a vitamina D mais recomendada pelos médicos no país 6, possui a linha Addera + Imunidade, um suplemento rico em vitaminas D, C, Selênio e Zinco, para auxiliar seu sistema imune.

Front Immunol. Nutritional Modulation of Immune Function: Analysis of Evidence, Mechanisms, and Clinical Relevance. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6340979/. Acesso em maio/2021; 


  Arq Bras Endocrinol Metab. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Disponível em <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000500411>. Acesso em maio/2021; 


Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC). Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Disponível em <http://www.rbac.org.br/artigos/deficiencia-de-vitamina-d-250h-e-seu-impacto-na-qualidade-de-vida-uma-revisao-de-literatura/>. Acesso em maio/2021; 


Portal regional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). “NOTA - Só os alimentos não podem repor a vitamina D”. Disponível em <https://www.sbemsp.org.br/imprensa/releases/811-nota-so-os-alimentos-nao-podem-repor-a-vitamina-d> . Acesso em abril/2021; 


Portal regional da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Repondo a Vitamina D sem riscos para a pele. Disponível em <https://sbdrj.org.br/repondo-a-vitamina-d-sem-riscos-para-a-pele/>. Acesso em abril/2021; 


IQVIA PMB Dezembro/2020;   


Close-up Dezembro/ 2020.