14/08/2022

Se você chegou até aqui porque tem dúvidas como: &ldquose eu tenho vitamina D baixa, o que fazer?&rdquo, então encontrou o artigo certo. Aliás, ter certeza se esse nutriente não está em falta no seu organismo é algo fundamental.

Isso porque, a vitamina D participa do funcionamento de vários órgãos e sistemas importantes do corpo humano ¹:

  • É essencial para a absorção de cálcio e fósforo no intestino, minerais fundamentais para o sistema musculoesquelético
  • Contribui para o crescimento e remodelação óssea normais
  • Auxilia nos mecanismos de força muscular e equilíbrio
  • Auxilia na proliferação de células de defesa e de substâncias antimicrobianas
  • Pode ajudar a controlar a liberação exagerada de substâncias inflamatórias
  • Participa dos processos de proliferação e diferenciação celular.

A deficiência de vitamina D pode afetar sua saúde de diversas maneiras ²:

  • Pode gerar falta de cálcio no corpo. Com isso, o organismo tende a buscar o mineral em outros tecidos, como os ossos, enfraquecendo-os
  • A falta de vitamina D ainda pode piorar a imunidade, causando oaumento da ocorrência de infecções.

Mas então, como saber se realmente estou com vitamina D baixa? E o que fazer se realmente estiver? É o que vamos descobrir neste artigo. Vamos lá?

 

4 possíveis sintomas de vitamina D baixa

Antes de entender o que fazer quando tem vitamina D baixa, vamos dar uma olhada em alguns dos possíveis sintomas que você pode apresentar.

Porém, é preciso enfatizar que esses sintomas são muitas vezes sutis e inespecíficos, o que significa que é difícil saber se eles são causados ​​por baixos níveis de vitamina D ou outra condição.

Por isso, é sempre importante procurar um profissional de saúde para que ele possa avaliá-lo e chegar a um diagnóstico correto.

Mas vamos aos prováveis sintomas de vitamina D baixa:

1 - Ficar doente com frequência: a vitamina D é moduladora da resposta imunológicas e, portanto, auxilia o organismo a combater vírus e bactérias que causam doenças ³

2 - Fadiga e cansaço: estudos de caso mostram que níveis sanguíneos muito baixos de vitamina D podem causar fadiga 4 5

3 - Perda óssea: a vitamina D desempenha um papel crucial na absorção do cálcio e no metabolismo ósseo, portanto, se ela está em falta, isso pode tornar seus ossos fracos 12

4 - Queda de cabelo: baixos níveis de vitamina D estão ligados à alopecia areata e podem ser um fator de risco para o desenvolvimento da doença 12.

Por que eu acho minha vitamina D baixa? O que fazer para ter certeza?

Primeiro, pergunto a você: por que acredita que sua vitamina D está baixa? Foi algum sintoma específico? Um conjunto deles? Como chegou a essa conclusão?

Pois bem, é importante entender que, a primeira coisa a se fazer, se pensa que esse nutriente está em falta no seu organismo é procurar um médico.

Se você faz parte de algum grupo de risco para deficiência de vitamina D, o médico pode solicitar um exame de sangue, conhecido como chamado de 25(OH)D, para avaliar suas taxas 13. Algumas das pessoas que geralmente pré-dispõem dessa avaliação são:

  • Gestantes
  • Idosos com histórico de fraturas
  • Obesos
  • Pacientes com doença renal crônica
  • Pacientes com síndromes de má-absorção (fibrose cística, doença inflamatória intestinal, doença de Crohn)
  • Pacientes com raquitismo/osteomalácia, osteoporose e hiperparatiroidismo secundário.

De acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia, níveis acima de 30ng/ml são os ideiais para todos os perfis de pessoas.

Alguns indivíduos podem pertencem aos chamados grupos de risco para falta de vitamina D e isso é feito porque essas pessoas podem desenvolver deficiências desse nutriente, que podem demandar o tratamento com doses mais altas, através da suplementação.

Porém, quando você não faz parte desse grupo de risco, o médico geralmente não pede nenhum tipo de exame, mas orienta sobre mudanças em seu estilo de vida ou até mesmo pode considerar a suplementação, dependendo de suas condições de saúde.

Mas a suplementação sempre deve ser feita sob a orientação de um profissional de saúde, ok?

Se a minha vitamina D baixa: o que fazer?

Agora vamos entender, de fato, quando você tem vitamina D baixa, o que fazer para melhorar?

Como dissemos, após procurar um médico e ter certeza de que precisa reforçar esse nutriente, ele pode indicar algumas alternativas:

Exposição solar

Em países com boa incidência solar, 90% a 95% da vitamina D pode ser obtida através de síntese cutânea 14.

Para obter vitamina D você deve se expor diariamente ao sol, por 10 a 15 minutos 15.

O melhor sol para vitamina D é o de 10h às 16h, período mais prejudicial para a pele, portanto, tome os seguintes cuidados 16:

  • Deixe braços e pernas expostos e proteja partes sensíveis como rosto e colo
  • Não exagere no tempo de exposição para evitar a vermelhidão da pele, sinal de lesão pelo sol
  • Quando terminar, proteja também o restante do corpo.

 

Alimentação

A vitamina D também está presente em alguns alimentos, porém, as fontes alimentares podem suprir apenas cerca de 20% das necessidades do organismo 14.

Conheça essas fontes na tabela abaixo:

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Fonte: Adaptado de Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

 

Suplementação

A suplementação geralmente é mais indicada nos grupos com maior risco de deficiência de vitamina D 13, sobre os quais já falamos anteriormente.

Porém, atualmente o estilo de vida da sociedade não favorece a exposição solar adequada para a produção de vitamina D.

Cada vez mais atividades que antes eram feitas em ambientes abertos passam a ser realizadas em ambientes fechados.

Por exemplo, se antes as pessoas se exercitavam em parques, hoje elas optam pela comodidade das academias.

Além disso, alguns outros fatores influenciam a &ldquoqualidade&rdquo dos raios UVB para a produção de vitamina D pela pele 14:

  • O uso de protetores solares (imprescindíveis no dia a dia para evitar lesões pela exposição excessiva ao sol)
  • Condições climáticas e ambientais - localização, poluição, estação do ano.

Somados esses fatores, fontes alimentares escassas de vitamina D e dificuldade de exposição solar para sintetizá-la, torna-se difícil suprir as necessidades desse nutriente.

A hipovitaminose D, hoje, é altamente prevalente e constitui um problema de saúde pública em todo o mundo, podendo acometer mais de 90% dos indivíduos em certas populações 13.

Por tudo isso, o uso de suplementos alimentares tem se mostrado uma alternativa segura para obtermos a vitamina D que nosso corpo precisa.

Porém, reforçamos a importância de consultar um médico para orientar a suplementação. Além disso, também é fundamental optar por suplementos bem avaliados e marcas responsáveis.

Addera, por exemplo, é a vitamina D número 1 do Brasil, sendo a mais recomendada pelos médicos no país 17,18.

 

 

Referências bibliográficas: