14/08/2022

O metabolismo da vitamina D gera muitas dúvidas devido à principal forma de captura desse elemento e como o nosso corpo consegue ativá-lo.

Apesar de ser encontrada em alguns alimentos, essas fontes conseguem atender cerca de 20% da dosagem necessária para o nosso organismo¹.

Alguns tipos de peixes como salmão, atum, sardinha, além de produtos como óleo de fígado de bacalhau, cogumelos e gema de ovo podem fornecer vitamina D para o organismo. Mas a principal fonte ainda é a exposição ao sol.

Em países com boa incidência solar, 90% a 95% da vitamina D pode ser obtida por síntese cutânea. O indicado por especialistas é que você se exponha diariamente ao sol, por 10 a 15 minutos, entre 10h às 16h², com proteção apenas nas regiões mais sensíveis, como rosto e colo.

Você deve estar pensando: Bem, os principais nutrientes que adquiro via alimentação seguem até o fígado para serem utilizados ou armazenados. Se é &ldquocapturada&rdquo pela exposição ao sol, como é o metabolismo da vitamina D?

Ele segue os mesmos processos dos demais elementos, vitaminas e nutrientes?

Podemos adiantar que não. Mas vamos descobrir como?

O que é a vitamina D?

Antes de entendermos como funciona o metabolismo da vitamina D, é preciso saber em que consiste exatamente esse elemento. Resumidamente, a vitamina D é um pré-hormônio, que popularmente chamamos de vitamina.

Ela possui duas formas diferentes, conhecidas por D2 (ergocalciferol) e D3 (colecalciferol). A segunda pode ser produzida pelo corpo, com a exposição solar. Ela é, portanto, ativada pelos raios UVB, por meio de uma síntese cutânea.

Tanto a D2 quanto a D3 podem ser adquiridas via alimentação, mas, como falamos acima, a quantidade disponível é muito baixa comparada à dosagem recomendada. No caso de pessoas que possuem deficiência da vitamina D, o indicado é consultar um médico e, se necessário, fazer a suplementação.

Afinal, essa vitamina é extremamente necessária para o funcionamento de órgãos e sistemas importantes, como o ósseo, o muscular³ e o imune. A falta dela, portanto, pode desencadear problemas musculoesqueléticos, como raquitismo e a osteoporose4.

Além de afetar a imunidade5, de acordo com alguns estudos, tem alguma relação com doenças cardiovasculares, diabetes e síndrome metabólica, obesidade e câncer6. Capturar, portanto, a dosagem recomendada e estar atento se o metabolismo da vitamina D está ocorrendo da maneira correta é fundamental.

Principalmente para crianças, idosos e grávidas, por exemplo.

Como a vitamina D age no nosso organismo?

A vitamina D adquirida por via alimentar ou solar está inativa. Portanto, não está pronta para ser utilizada pelo nosso organismo. Ela precisa ser ativada (calcitriol) por um processo químico chamado hidroxilação, que nada mais é do que a inclusão de um grupo hidroxila (-OH) em um composto orgânico.

Podemos dizer, dessa forma, que a vitamina D é capturada externamente, mas precisa de uma síntese endógena para oferecer os diversos benefícios que citamos acima.

Depois de metabolizada, a vitamina D auxilia na regulação da quantidade de cálcio e fósforo no organismo. Uma de suas funções é colaborar com a absorção desses sais minerais no intestino.

Por isso, ela se torna tão importante para o fortalecimento ósseo e muscular.

Saiba mais: Como ocorre a produção de vitamina D no organismo?

Mas como acontece o metabolismo da vitamina D?

Metabolismo da vitamina D

Para entender o metabolismo da vitamina D, vamos recapitular algumas informações. Durante a exposição ao sol, a radiação UVB entra em contato com a pele e, então, o precursor cutâneo 7-DEIDROCOLESTEROL é ativado7.

Isso acontece devido à temperatura, afinal, trata-se de um elemento termoativado. Desta forma, ele possibilita a absorção dos raios UVB. O 7-DEIDROCOLESTEROL é, então, convertido em pré-vitamina D3.

Ela, por sua vez, sofre um processo de isomerização formando a vitamina D38.

Precisamos ressaltar que há mais algumas etapas no caminho entre a exposição solar e o uso ou armazenamento da vitamina D nos órgãos e tecido adiposo. Até porque, como mencionamos no item anterior, para ser realmente ativada, ela deve passar por processo químico de hidroxilação.

E isso ocorre em duas etapas: a primeira acontece no fígado, onde a vitamina D será convertida em 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D], ou calcidiol. Já a segunda hidroxilação se dá principalmente no rim, formando a 1,25-dihidroxivitamina D [1,25 (OH) 2D], também conhecida como calcitriol.

Veja uma ilustração de todo esse processo na imagem abaixo:

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Processo de ativação da vitamina D / Fonte: Recomendações da SBEM para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D

Processo de ativação da vitamina D / Fonte: Recomendações da SBEM para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D

O calcitriol, portanto, é a forma ativa da vitamina D, que pode, em conjunto com outros elementos e nutrientes, auxiliar9:

  • no fortalecimento ósseo e muscular por meio da regulação de cálcio e fosfato, além da colaboração para o crescimento e remodelação de células ósseas, como osteoblastos e osteoclastos

 

  • nos mecanismos de força e equilíbrio, atuando nos tecidos neuromusculares
  • na capacidade imunológica, auxiliando na proliferação de células de defesa e na produção de substâncias antimicrobianas. Ela também ajuda no controle da liberação de substâncias inflamatórias.

Essas são apenas algumas das atuações da vitamina D, existem inúmeros estudos embrionários que sugerem um poder de atuação ainda mais abrangente.

De qualquer forma, você deve ter notado que ela é fundamental para o corpo humano, certo? Mas como podemos fazer para auxiliar na captura e no metabolismo da vitamina D?

Como melhorar a captura, absorção e dosagem

Como falamos anteriormente, a exposição ao sol é a principal fonte de vitamina D. O tempo recomendado por profissionais é entre 10 a 15 minutos diários, sem barreiras protetoras, como protetor solar, vidros etc., pelo menos em parte do corpo, como pernas, braços, no período entre 10h às 16h.

Vale ressaltar que podemos - e devemos - manter a proteção em áreas mais sensíveis, como rosto e colo.

Mas, infelizmente, sabemos que os raios podem trazer inúmeros malefícios para a saúde, como envelhecimento precoce, câncer de pele, etc. Portanto, o ideal é não ultrapassar esse tempo indicado e, após a exposição, utilizar o protetor solar no restante do corpo.

Em alguns casos, quando há falta de vitamina D, os médicos podem indicar a suplementação via oral. Lembrando apenas que é preciso consultar um especialista, realizar os exames indicados e, então, verificar se existe, de fato, essa deficiência.

Falando em suplementos de vitamina D, você conhece Addera, a vitamina D número 1 do Brasil10 e a mais recomendada pelos médicos no país11.

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Referências bibliográficas: