14/08/2022

Você já se perguntou se o leite materno tem vitamina D para o bebê? Afinal, ele é um alimento extremamente completo e exclusivo para bebês de até 6 meses de vida.

Ou seja, a única alimentação de bebês em formação é o leite materno¹. E, como já vimos por aqui, a vitamina D é essencial para o fortalecimento ósseo e muscular. Naturalmente, ela está presente nesta fonte de alimento tão rica, certo?

Adiantamos que sim, mas com um obstáculo que precisa ser acompanhado pelo pediatra. Mas, antes de qualquer explicação, precisamos salientar a importância do aleitamento materno.

Até porque ele é fundamental para o desenvolvimento infantil. Tanto por aspectos higiênicos, imunológicos, psico-sociais e cognitivos, ou devido ao seu poder de prevenção de doenças futuras.²

Além, claro, de outros benefícios para os pais e, especialmente, para o organismo materno.

Posto isso, vamos entender melhor se, de fato, no leite materno tem vitamina D para o bebê?

Quais são as principais propriedades do leite materno?

leite materno tem vitamina D

Como adiantamos acima, a indicação é que o leite materno seja o alimento exclusivo de bebês até, pelo menos, os seis primeiros meses de vida. Isso acontece porque a sua composição é extremamente complexa e rica para a criança em formação.

Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento materno³:

Ajuda a diminuir o índice de mortalidade infantil

As propriedades do leite materno protegem o recém-nascido de infecções, que podem ser extremamente perigosas nessa fase da vida. Algumas pesquisas, inclusive, defendem que o aleitamento materno poderia evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo, por causas preveníveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, não existem outras maneiras que, de forma isolada, consigam colaborar com a queda do índice de mortalidade infantil como o leite materno. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças menores de 5 anos.

&ldquoSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas a cada ano por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva.&rdquo

Evita o agravamento de algumas doenças

O aleitamento materno pode minimizar as chances de agravamento de algumas enfermidades, como diarréia, infecção respiratória, alergias etc. Os componentes do leite ajudam a minimizar a desidratação e a hospitalização devido à pneumonia e à bronquite.

Além, claro, de reduzir as chances de alergias relacionadas à proteína do leite de vaca, a dermatite atópica e de outros tipos, como a asma, por exemplo.

Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto, obesidade e diabetes

Conforme grande parte dos estudos relacionados a estes temas, existe uma relação positiva entre o aleitamento materno e a queda nas chances de desenvolvimento de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Assim como menor frequência de sobrepeso/obesidade.

A OMS também concluiu que bebês que foram amamentados apresentaram pressões sistólica e diastólica mais baixas (-1,2mmHg e -0,5mmHg, respectivamente). Assim como níveis menores de colesterol total (-0,18mmol/L) e 37% menos risco de apresentar diabetes tipo 2.

Vale ressaltar que o aleitamento também apresenta efeitos positivos em lactantes. Estudos indicam uma redução de 15% na incidência de diabetes tipo 2 para cada ano de lactação. Esses resultados estão relacionados a uma melhor homeostase da glicose.

Nutrição mais rica e completa

O leite materno possui todos os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento. Mesmo após os seis meses de vida, ele ainda é um dos alimentos mais completos, fornecendo proteínas, gorduras e vitaminas.

Como podemos notar, as propriedades do leite materno são inúmeras e essenciais para o desenvolvimento da criança. Além, é claro, de auxiliar em outros campos, como financeiro (custo menor), na construção do relacionamento mãe e filho e na qualidade de vida de toda família.

Afinal, diminui o estresse ocasionado por hospitalizações e doenças que podem se agravar no recém-nascido.

Como o leite materno é produzido?

A produção do leite materno acontece ainda na gravidez³, quando os hormônios (estrogênio, progestogênio, lactogênio placentário, prolactina e gonadotrofi na coriônica) preparam a mama para a amamentação. Esse processo é chamado lactogênese fase I.

A lactogênese fase II tem início no nascimento do bebê, com a liberação de prolactina, ocasionada por uma queda acentuada de progestogênio. Acontece, então, a liberação do leite, que é acelerada pela sucção.

Afinal, essa auxilia na liberação de ocitocina, responsável pela contração das células que envolvem os alvéolos, expulsando, assim, o leite ali presente.

Por fim, a lactogênese fase III ocorre após o &ldquoleite descer&rdquo, e se mantém por todo o processo de amamentação. Nessa etapa, a sucção e o esvaziamento da mama são essenciais para manter os níveis de produção necessários.

A maior parte da produção de leite ocorre, de fato, durante o processo de amamentação. Tanto pela liberação de hormônios quanto por fatores relacionados à demanda do bebê, emocional da lactante etc.

Vale ressaltar, portanto, que inúmeros fatores podem influenciar na produção do leite, como estresse e outras condições emocionais e/ou físicas.

O leite materno tem vitamina D para o bebê?

Como adiantamos na introdução deste artigo, o leite materno tem vitamina D, mas não na dosagem recomendada para bebês e recém-nascidos. Na realidade, não existem fontes alimentares que consigam ofertar a concentração adequada para o ser humano, seja ele de qualquer faixa etária.

A principal fonte de vitamina D é o sol4 , no entanto, grávidas, lactantes e recém-nascidos precisam tomar cuidado com a alta exposição. Portanto, é extremamente comum a recomendação de suplementação de vitamina D para o bebê, normalmente a uma taxa de 400 a800 UI por dia de vitamina D³.

Quantidades inferiores à recomendada são insuficientes para a formação e o fortalecimento ósseo adequados. Os médicos recomendam, inclusive, que as mulheres se previnam da hipovitaminose D ainda na gestação5.

A deficiência de vitamina D pode ser prejudicial para o bebê ou para a lactante?

A vitamina D é fundamental para o crescimento, remodelação e fortalecimento dos ossos. Isso porque ela auxilia na absorção de cálcio e fósforo no intestino6. E, como sabemos, esses elementos são essenciais para o sistema musculoesquelético.

Doses aquém das recomendadas podem, portanto, comprometer a força muscular e o desenvolvimento dos ossos do recém-nascido. Além, é claro, de outros efeitos relacionados ao combate de infecções e inflamações, devido ao auxílio na proliferação de células de defesa e de substâncias antimicrobianas7.

Saiba mais - Vitamina D para bebê: o que é preciso saber?

Então, como podemos potencializar a captura e absorção da vitamina D?

leite materno

A melhor forma de aumentar a captura e absorção da vitamina D é se expondo por alguns minutos ao sol. Devido à sensibilidade dos recém-nascidos e das lactantes, é comum que os médicos indiquem a suplementação via oral.

O ideal, portanto, é que a mulher grávida e lactante tenha um acompanhamento médico, realize os exames indicados e consulte o profissional sobre as melhores soluções para a falta da vitamina D no leite materno.

Falando em suplementos de vitamina D, você conhece Addera Gotas 132 UI, a vitamina D número 1 do Brasil8 e a mais recomendada pelos médicos no país9.

Referências bibliográficas: